|
 |
Clonar
embriões humanos enquanto fontes de células estaminais é o que a
Universidade de Stanford, nos Estados Unidos,
veio ontem dizer publicamente. Esta instituição pretende lançar-se no
projecto com o objectivo principal de produzir «matéria-prima» para fazer
investigação médica na área da oncologia.
De acordo
com a notícia avançada pela Agência Lusa, os trabalhos estarão a cargo de um
instituto vocacionado para a realização de estudos relacionados com o cancro
e a biologia das células mãe, bem como a sua aplicação médica. Este
instituto será criado com uma doação anónima de 12 milhões de euros.
A
Universidade de Stanford é, desta forma, a
primeira instituição norte-americana a entrar na área da produção e
investigação de células estaminais. No entanto, fontes da Universidade já
anunciaram que o material obtido será partilhado com outros cientistas e
instituições de investigação, uma vez que já existem queixas em relação à
falta de linhagens de células estaminais suficientes para a sua
investigação.
Irving
Weissman será o director do instituto: «O nosso
objectivo declarado é conseguir que a ciência avance. É um erro mantermo-nos
à parte da acção por razões políticas e esperar que alguém realize a
investigação».
Para
alcançar este objectivo, Weissman já declarou
que vai procurar trazer para o seu instituto a colaboração dos melhores
peritos em clonagem que existem no mundo. |