|
|
ABORTO POR NASCIMENTO PARCIAL
Três dias bastaram para que ela mudasse de opinião
Agora, em abril de 1996 ela fazia parte do Movimento Pro-Life, defendendo o direito da criança à vida. Tanto que, em Washington, participou de. uma entrevista à imprensa na qual o Movimento Pro-Life tentava convencer o presidente Clinton a não vetar uma lei que proibia o aborto de crianças quase a ponto de nascer (partíal- birth abortíons). O ponto alto de sua argumentação foi a narração do pesadelo vivido por ela nos três dias passados na clínica de abortos de Dayton. O relato é cru e sangrento. Certamente desagradara a quem prefere falar do. aborto em temos "limpos." e "civilizados". Foi isso que ela contou na entrevista: - No primeiro dia vi o médico extrair o corpo do bebé, tomando cuidado para que a cabeça continuasse no canal vaginal. "Seus dedinhos agitavam-se, como que tentando agarrar-se a alguma coisa. E, quando o médico perfurou sua nuca com uma tesoura cirúrgica, o bebé retesou os braços contorcendo-se. Depois o médico alargou a abertura para aspirar o cérebro. Quase vomitei. Estou absolutamente certa que o presidente Clinton não iria vetar a lei se alguma vez tivesse presenciado um aborto assim. Quando a mãe pediu para ver a criança abortada, começou a chorar sem parar dizendo: 'Que pena...' A enfermeira não conseguiu conter-se e chorou junto com ela." Brenda viu ainda mais dois abortos. Abandonou o emprego, carregando consigo seus pesadelos. Sua filha, Tara, de 16 anos, que sempre foi contrária às ideias da mãe, comenta: "Agora mamãe diz que, se eu engravidar, poderei ter o meu bebé". Apesar de tudo Clinton vetou a lei da Câmara e do Senado que proibia .esse tipo de aborto. (Nota: o veto de Clinton não impediu que ele fosse reeleito presidente. Em seu segundo mandato, novamente ele vetaria a lei, outra vez aprovada pelas duas Câmaras, que desejava proibir o aborto por nascimento parcial. Ainda hoje tal aborto é praticado nos EUA) Maiores detalhes sobre o método em http://www.partialbirthabortions.com/. |
|