O
vice-presidente da Academia Pontifícia
para a Vida considerou que a selecção
genética é uma acção «grave e ilícita»,
contestando a decisão da Autoridade de
Fertilização e Embriologia Humana (HFEA)
na Grã-Bretanha, que autoriza a
eliminação de embriões predispostos a
desenvolver um tipo de cancro.
“Evidentemente, procriar ‘in vitro’
embriões para depois submetê-los a
diagnósticos pré-implantatório a fim de
seleccionar os saudáveis e suprimir os
não-saudáveis representa para qualquer
consciência uma supressão de um ser
humano vivo e inocente”, disse à Rádio
Vaticano D. Elio Sgreccia.
“O juízo é perfeitamente, plenamente,
negativo”, acrescentou.
A autorização do HFEA foi recebida por
uma equipa da “University College” de
Londres, que pretende evitar assim a
transmissão de pais para filhos de um
tipo de cancro do cólon de carácter
hereditário.
É a primeira vez que o diagnóstico
pré-implantatório é autorizado no Reino
Unido para uma doença que não se
desenvolve desde o nascimento.