O Vaticano defendeu hoje que os cuidados
paliativos são a solução para evitar o
recurso aos extremos da eutanásia ou do
encarniçamento terapêutico.
“Os cuidados paliativos são cuidados
proporcionados, destinados a procurar
devolver a vida, mas, sobretudo, a
melhorar a qualidade da vida mental,
social e espiritual do paciente, de modo
a permitir-lhe enfrentar da melhor forma
o último momento da vida, o mais
importante”, disse o Cardeal Lozano
Barragán em conferência de imprensa.
A posição foi assumida hoje na
apresentação da XIX Conferência
Internacional do Conselho Pontifício
para a Pastoral da Saúde, que terá como
tema, precisamente, “Os Cuidados
Paliativos”.
O Cardeal Barragán condenou os que
apontam a eutanásia como solução, bem
como “os que tentam, de maneira dolorosa
e inútil, prolongar uma agonia em que já
não há resposta do doente”.
A Conferência Internacional decorrerá de
11 a 13 de Novembro, no Vaticano, com o
objectivo de estudar as questões “cada
vez mais angustiantes” sobre a etapa
terminal da vida do homem. O Papa irá
apresentar a sua posição sobre o tema na
audiência aos participantes.
O encontro começará por indagar “o
sentido cristão da dor” e a finalidade
dos cuidados paliativos, um ponto de
partida que contará uma leitura
teológica-pastoral sobre a “Salvifici
Doloris”, a cargo do presidente do
Dicastério organizador. Após esta visão
geral, será apresentada uma descrição do
panorama mundial dos cuidados
paliativos.
Outra fase de reflexão irá questionar o
acompanhamento terapêutico e a proporção
dos cuidados paliativos. A Conferência
inclui um diálogo inter-religioso sobre
os cuidados paliativos nas grandes
tradições religiosas além do
Cristianismo: Judaísmo, Islamismo,
Hinduísmo, Budismo.
A terceira parte da conferência,
dedicada à acção no campo dos cuidados
paliativos, começará por abordar a
“renovação dos sacramentos dos doentes”.
A reflexão segue para uma análise da
“pesquisa médica actual”.