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Mulheres Em Acção -
17 Nov 04
SITE DO IPJ
contra
a lei
A Associação Mulheres em
Acção vem tornar público o seu protesto
quanto ao modelo de “educação sexual”
ímplicito no site que o IPJ – Instituto
Português da Juventude tem na Internet.
1. Os
conteúdos do site do IPJ,
www.sexualidadejuvenil.pt, e
da Secretaria de Estado da Juventude
www.juventude.gov.pt,
veiculam
uma visão unilateral e
sectária das questões da sexualidade.
A consulta
deste site revela que o mesmo não foi
elaborado de forma abrangente, independente
ou isenta e que é apresentado um modelo
“único”, fechado e muito discutível :
" Não
entendo, o que é que isso quer dizer?
Quer
simplesmente dizer que, por um bebé nascer
com um pénis, não faz dele uma pessoa
masculina, nem por uma pessoa nascer com uma
vagina, faz dela uma pessoa feminina, isto
em relação às expectativas sócio-culturais e
de definição dos papeis sexuais atribuídos
pela sociedade a homens e mulheres. "
" A virgindade é ainda hoje um tema muito
polémico, por mil e uma razões, religiosas,
culturais, pessoais, e outras. Mas se
procurares uma enciclopédia ou um
dicionário, descobres: virgem, pessoa que
nunca teve relações sexuais. E eis que se
faz luz...então,
-
O tampão não tira
a virgindade
-
Quem se masturba
não deixa de ser virgem, mesmo que a
masturbação seja a dois
-
Os rapazes também
são virgens
Utilizar um
vibrador não tira a virgindade " (www.sexualidadejuvenil.pt
e
www.juventude.gov.pt)
2. No
que respeita à “Interrupção Voluntária da
Gravidez”, o texto do site do IPJ
apresenta uma perspectiva sobre o aborto que
ignora completamente o valor da vida do não
nascido – a teoria do “direito da mulher ao
seu corpo” – e, ao mesmo tempo, despreza
ostensivamente a ordem normativa do Estado
português:
- apresenta como normal o
recurso frequente ao aborto;
- diz que a mulher “pode
abortar por razões pessoais que não estão
abrangidas pela Lei”; e
- explica os passos a dar
“se uma gravidez ocorre e a mulher decide
abortar”, como se essa decisão fosse
legítima e legal.
Em suma, o IPJ, um Instituto
público, sob tutela da Secretaria de Estado
da Juventude, dependente do
Primeiro-Ministro de Portugal, publicita a
realização do aborto, como uma alternativa
legítima e, de forma mais ou menos
explícita, incentiva o aborto clandestino.
3.
A Associação Mulheres em Acção tem vindo
desde Julho a alertar quer o Senhor
Primeiro Ministro, quer o Ministério da
Segurança Social, da Família e da Criança,
bem como a Secretaria de Estado da Juventude
e o IPJ. O site, contudo, mantém-se
inalterado, facto do qual só poderemos
retirar a conclusão de que o Governo aprova
ou consente a propaganda pró-aborto e demais
carga ideológica. É esta a “educação sexual”
que se quer?
Por isso a Associação
solicitou um Parecer junto da Procuradoria
Geral da Republica acerca da legalidade do
conteúdo do sitio www.sexualidadejuvenil.pt.
Associação Mulheres em Acção
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