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Mulheres Em Acção -
18 Nov 04
Associação
Mulheres em Acção toma posição pública
quanto ao projecto de lei do PCP/ Suspende
os procedimentos criminais instaurados pela
prática de crime de aborto
Segundo
os jornais, o grupo parlamentar do PCP
apresentou na Assembleia da República um
projecto de lei que pretende instaurar
“uma espécie de tréguas” relativamente
aos processos judiciais que envolvam
abortos. O Partido Comunista quer que
fiquem "suspensos todos os processos
criminais instaurados pela prática do
crime”, incluindo as acusações a médicos
e parteiras envolvidos.
Os
argumentos do Partido
Comunista só fariam algum
sentido, como é óbvio, se existisse uma
forte predisposição na sociedade no
sentido de alterar a presente lei. Mas
não é esse o caso: a maioria parlamentar
mostrou disponibilidade para discutir
o assunto, mas não
necessariamente para o “resolver” no
sentido desejado pelos adeptos da
liberalização do aborto. Acresce, de
qualquer modo, que qualquer alteração à
presente lei não deixará de exigir a
realização de um referendo.
E
a antecipação presumida dos seus
resultados é evidentemente abusiva e
desrespeitadora da
vontade dos portugueses.
Por outro lado, os
argumentos do Partido Comunista só
seriam legítimos se a lei em questão não
se referisse, como se refere, a um
direito fundamental, reflexo dos valores
centrais da sociedade. Não é equiparável
a uma qualquer lei sobre a taxa de
alcoolémia: trata-se da
protecção da Vida do não nascido. E
não se pode “suspender” a
protecção de direitos fundamentais.
Sejamos claros. O que o
PCP pretende é continuar a sua guerrilha
favorável ao aborto. O Partido
Comunista quer forçar a sensação da
inevitabilidade da liberalização do
aborto, quer manipular as expectativas
dos portugueses.
Tudo isto deve ser
reduzido à sua justa dimensão: trata-se
de mais uma provocação, nada mais.
E quando
for o referendo, cá estaremos ...!
Pela Associação Mulheres em Acção
Madalena Simas
Alexandra
Teté
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