ABORTO – OS NÚMEROS
Foi dado a conhecer os números relativos
ao aborto legal, do último ano, pela Direcção Geral de Saúde
A Federação Portuguesa pela Vida que acompanha esta realidade, vem
dizer:
1 – Como já antes aconteceu, o Governo usa dados incompletos para
efeitos de propaganda política, quando melhor entende.
2 – Como o Governo sabe estes números não estão completos, porque os
dados do último trimestre de 2010 não estão totalmente lançados.
3 – Todos os anos isto acontece. Por exemplo: para 2009 o relatório
apresentado em Março de 2010 referia 18951 abortos por opção da mulher.
O relatório revisto em Março de 2011 alterou este número para 19222,
mais 271 abortos..
4 – Esperemos assim por Julho para saber a verdade. Na certeza de que,
para quem empenha diariamente a sua vida em salvar bebés do aborto e
apoiar as suas mães defendendo-as de quem a isso as obriga ou impele e
de quem dessa debilidade vive, não há satisfação nenhuma em que os
números sejam estes ou aqueles, maiores ou menores. Oxalá estivéssemos
errados e a lei do aborto fosse um sucesso tão grande que nenhum fosse
praticado…!
5 – Infelizmente a realidade contraria o nosso desejo de estar
equivocados. Na verdade no estudo da DGS pode desde já ver-se que:
a) Pelo menos ¼
das mulheres repete o aborto. Este tornou-se um método “contraceptivo”.
b) Não há
alternativas para as mulheres que se vêem envolvidas no drama do aborto.
c) Cresce o número
de abortos feito no sector privado.
6 – Como se verifica, com a liberalização do aborto, este tem aumentado
todos os anos. De 2007 a 2010 aumentou mais de 50%.
7 – O aborto continua a devastar famílias, mulheres e vidas humanas.
8 – O aborto tem custos sociais e económicos incomportáveis para uma
Sociedade que se vê totalmente desgovernada.
9 – Os incentivos ao aborto (subsídios) e as faltas de apoio à
maternidade e paternidade responsáveis geram na sociedade um desalento
que tem efeitos em todas as áreas – Economia, Justiça, Educação, etc.,
etc..
10 – O País prepara-se para eleições. Esta é uma matéria estruturante da
sociedade – a protecção à família e à maternidade – por isso tem de ser
debatido o que queremos no futuro próximo.
O País não pode continuar a enterrar o “cabeça na areia”, sem olhar a
problemas concretos que ditam a verdadeira crise.
Lisboa, 31 de Março de 2011
A Federação Portuguesa pela Vida