Gentil Martins 

Gentil Martins, um homem ímpar. Recordamos o lançamento de um livro sobre o seu percurso de médico, lançado em 2014: "Detalhes da vida de um médico"

“Ser bom aluno não chega”, escrito pela jornalista Marta Reis, relata as emoções e os desafios vividos pelo médico António Gentil Martins, de 84 anos, 61 de carreira como cirurgião pediátrico, conhecido pela separação de crianças siamesas, a primeira feita em 1978. O lançamento do livro decorreu na Ordem dos Médicos, da qual foi bastonário, junto de familiares e amigos. O cirurgião considera que a idade não é razão para parar. “Não é a idade que conta, o que conta é as pessoas estarem bem, e lúcidas... vamos ser úteis”, defendeu. Adriano Moreira, a quem coube a apresentação do livro, definiu o amigo numa frase: “É um homem independente que toma partido, algo que não é muito comum.”

 

Algumas palavras de José Maria Seabra Duque sobre o percurso de Gentil Martins - a propósito das críticas recentes às opiniões e posições tomadas por um homem livre e um médico que passou a vida a fazer o bem ao próximo:

"Elogiar o Professor Gentil Martins é uma tarefa fácil. A sua vida é tão preenchida, tão extraordinária, que qualquer pequena pesquisa no Google nos permite coleccionar factos suficientes para exemplificar a sua excepcionalidade.

Cirugião pediátrico de excelência, participou em mais de 12 mil intervenções cirúgicas. Foi director de serviço de Cirurgia Pediátrica do Hospital da Estefânia durante 34 anos. Fez 7 operações para separar gémeos siameses. Escreveu artigos científicos e proferiu conferências um pouco por todo o mundo. Foi bastonário da Ordem dos Médicos e presidente da Associação Médica Mundial. Criou a primeira Unidade Multidisciplinar de Oncologia Pediátrica a nível mundial no IPO de Lisboa.

Como se a sua carreira médica não fosse suficiente ajudou a fundar ou apoiou várias organizações de apoio social como a ACREDITAR ou a CAVITOP. Foi atleta de várias modalidades,  chegado a representar Portugal nos Jogos Olímpicos.

Teve e tem uma forte intervenção cívica. Foi uma das vozes mais sonantes contra o aborto, manifestou-se sempre contras as barrigas de aluguer e ainda este ano foi o promotor da carta que os cinco antigos bastonários da Ordem dos Médicos escreveram contra a eutanásia."