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Rádio Renascença - 17 Nov 05
Conferência Episcopal escolhe entre o menor dos males
Entre um
referendo à procriação medicamente assistida e a falta de debate
sobre o assunto, a Conferência Episcopal Portuguesa prefere a
consulta popular.
Estas são declarações do presidente deste organismo, feitas no final
da Assembleia Plenária que terminou hoje em Fátima.
Apesar desta preferência, D. Jorge Ortiga não deixou de clarificar a
posição da Igreja em relação à vida.
"Nós temos dito em variadíssimas ocasiões que a vida não é
referendável. Te-mo-lo dito, nomeadamente, em relação ao aborto. Se
aparecerem pessoas, cristãos, que estão sensibilizados para esta
questão, que se mobilizem e que seja esse o caminho, pois é
preferível colher a opinião do povo português, depois de devidamente
sensibilizado e motivado para esta questão, para que seja também o
povo português a pronunciar-se sobre esta questão, como tem
acontecido noutros países da Europa".
Aliás, para a
Conferência Episcopal Portuguesa,
a procriação medicamente assistida devia ter sido alvo de uma ampla
discusão pública antes de chegar à Assembleia da República.
A Assembleia Plenária dos Bispos Portugueses estranha tal falta de
debate e D. Jorge Ortiga vai mais longe, ao criticar o momento
escolhido para apresentação do projecto-lei, na mesma altura em que
é discutido o Orçamento de Estado.
"Tudo isto num contexto um bocado controverso como é este em que
temos a sociedade portuguesa a olhar para o Orçamento de Estado, a
importância da questão merece uma outra atenção e um outro cuidado.
É necessária uma legislação - que aliás está prevista na
Constituição - mas uma legislação que não venha beliscar minimamente
a dignidade da pessoa humana".
São as críticas do Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa no
final da Assembleia Plenária que terminou hoje em Fátima.
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